Tudo sobre a origem do vidro reciclavel

Não se pode dizer em que período e que povo o descobriu. Dados e fontes nos remetem aos povos egípcios, sírios, fenícios, assírios, babilônios, gregos e romanos. E, não podemos atribuir sua a um único povo.Através de pesquisas, o historiador romano Pliny ( 23 – 79 ad) atribuiu aos fenícios a descoberta acidental do vidro.

Em escavações arquiológicas próximas a Bagdá foram encontradas peças peças cilíndricas de vidro azul datado de 2700 a.C.Na dinastia de Antef II, no Egito, também encontrou-se fragmentos de vidro azul escuro. E no Egito, no séc. 1500 ac que floresceu a arte do vidro, já que artísticas a serviço dos faraós da 18º Dinastia, conheciam a fórmula de uma pasta de vidro maleável. No sarcófago de Tutancamon encontrou-se contas e adornos feitos com esta pasta. Os egípcios, também utilizaram o vidro nas embalagens ( jarros e tigelas) para: cosméticos, bálsamos .E frascos de perfumes.Na mesopotâmia, a produção era mais qualitativa no séc. VIII a.c, com os assírios.No Egito, Mesopotâmia, Síria ou Grécia, a produção do vidro exigia enormes esforços dos artistas, que na época eram escravos.A dificuldade estava em conseguir altas temperaturas e atingir o grau de fusão. Com a técnica do sopro, descoberta na Síria e em Alexandria, o vidro tem o seu grande momento histórico.Esta técnica tem um refinamento comparável a ourivesaria e Veneza começou a produzir e tornou-se o centro da vidraria no Ocidente.

Os primeiros a fabricarem frascos foram os babilônios e datam de 1500 a.C. A invenção da chamada Cana de Assopro, na Síria, foi um avanço decisivo na produção de frascos e esse método encontra-se até hoje em utilização. Os romanos contribuíram muito para o desenvolvimento do vidro, pois com a produção deste por sopro dentro de moldes prensados, aumentou a possibilidade de fabricação em série. Eles foram os primeiros a inventar e usar o vidro para janelas.Entre 500 e 600 anos, foi descoberto o vidro transparente que apresentava algumas distorções leves na imagem. As cruzadas trouxeram o vidro para Veneza e um decreto de 1291 concentrou sua fabricação na ilhota de Muraro ( entre o Mar Adriático e encostas Apinas na Itália) .O decreto isolou a fabricação e evitou que os segredos da arte saíssem dessa região.Em virtude da grande concentração de vidreiros, foi descoberto o vidro de extrema limpidez, o cristal.Em 1900, iniciou a produção mecânica de vidros que melhorou a espessura, o recozimento e diminuiu os defeitos óptico.Esse sistema foi adotado até a 2º Guerra Mundial, principalmente em fábricas americanas.

Em 1903, Michael Owens desenvolveu a primeira máquina automática para produção de garrafas o que viabilizou uma fabricação em grande escala.Em 1936, com o avanço no processo de produção e das colônias inglesas.O vidro voltou a entrar no mundo econômico do país em 1810, quando instalou-se uma indústria de vidros na Bahia que produziu vidros lisos, cristal branco , frascos, garrafões e garrafas, mas em 1825, fechou em função de grandes dificuldades financeiras e a concorrência de produtos estrangeiros e a ira dos portugueses.Um italiano chamado Folco,funda no Rio de Janeiro, em 1839 uma fábrica nacional de Vidros – São Roque, com 43 operários italianos e brasileiros, mas também enfrenta as importações de produtos da Europa.Francisco Antonio Esberarol funda, em 1878, a fábrica de Vidros e Cristal do Brasil, em São Cristóvão ( RJ) onde se fabricava vidros para lampiões, janelas copos, artigos de mesa, importava da Europa para fabricar garrafas, frascos e seu cristal eram comparados ao tradicional Bacarat. Esta esteve ativa até 1940.Outra fábrica de destaque foi a Fratelli Vita, da Bahia, fundada em 1902 que produziu garrafas de sodas e refrigerantes, e cristais de qualidade.

Em 1875, Conrado Sorgenicht, alemão, estabeleceu em São Paulo, uma oficina de fabricação de vitrais, os primeiros no Brasil.Já em 1922, César Alexandre Formenti, integrante italiano, abriu um atelier no Rio de Janeiro, criando vitrais para igrejas da cidade. Até o séc. XX a produção era artesanal e as peças eram produzidas de sopro e de prensagem e eram produzidas uma a uma. A partir do início de século XX, a indústria vidreira se desenvolveu através de introdução de fornos contínuos e equipamentos aretomáticos e com isso o surgimento de empresas, que ainda dominam o mercado. A Vidraçaria Santa Marina é uma delas entre outras estão a Cisper e Nadir Figueredo, que trouxeram avanço notável a indústria brasileira.

Como fazer reciclagem de vidro no Brasil

No Brasil, o vidro corresponde a 3% ( três por cento) dos resíduos urbanos e sua reciclagem se dá através de eletroímã para a separação dos metais contaminantes. O material é lavado em tanques com água que após o processo precisa-se tratar e recuperar para evitar desperdício e contaminação do lençol freático.O material passa por uma esteira onde se realiza a catação de impurezas como : restos de metais, pedras, plásticos e vidros indesejáveis que não tenham sido retidos. Após, um triturador de 2HP transforma tudo em cacos de tamanho homogêneos que serão encaminhados para uma peneira vibratória.Outra esteira leva o material para um segundo eletroímã onde os materiais ainda existentes nos cacos são separados. O vidro é armazenados em silos ou tambores para abastecimentos, que usará o material na composição de novas embalagens.

O principal mercado para recipientes de vidros usados é formado pelas vidrarias, que compram o material de sucateiros na forma de cacos ou recebem diretamente em suas campanhas de reciclagem. O Brasil produz em média 800 mil toneladas de embalagens de vidro por ano, usando arca de um quarto de matéria-prima reciclada na forma de cacos. Parte deles foi gerada com refugo nas fábricas e parte retornou por meio de coleta. A sucata que volta à produção de embalagens pode ser aplicada na composição de asfalto e pavimentação de estradas, construção de sistemas de drenagens contra enchentes, produção de espuma de fibra de vidro, bijuterias e tintas reflexivas. Devido ao peso, o custo do transporte da sucata para a reciclagem de vidro é dificultoso. Os sucateiros e vidrarias costumam exigir o mínimo de 10 toneladas para fazer a coleta a uma distância não superior a 400 quilômetros. No Brasil 27.6% das embalagens de vidro são recicladas, somando 220 mil toneladas por ano. Desse total 5% são geradas por engarragadores de bebidas, 10% por sucateiros e 6% provém da coleta promovida por vidrarias. Os outros 12% representam refugos de vidro gerados nas fábricas e reaproveitados para compor novas embalagens. O vidro não é degradável portanto só por meios manuais ou mecânicos sua compostagem é viável.

Desenvolvimento sustentável das empresas

Muitas empresas lutam pela conquista de um desenvolvimento sustentável, sendo isto um dos desafios à sobrevivência humana e do meio ambiente.A sociedade vem se preocupando em proteger o meio ambiente e consumidores tem cobrado das empresas um comportamento adequado nessa proteção. Com isso, empresas estão mudando seu comportamento, adotando e entrando na análise dos componentes da cadeia de suprimentos e considerando o fim da vida dos produtos e embalagens que consumimos.

Empresas implementam a avaliação do ciclo de vida em suas principais cadeias produtivas, transformando matérias-primas e produtos.Agindo assim, usam uma ferramenta importante de gestão empresarial e ambiental, permitindo os aspectos ambientais em todos os elos da cadeia produtiva e de consumo, desde a exploração das matérias – primas brutas até o uso final, passando pela embalagem, reciclagem, transporte e destino final dos resíduos.

Encarar o ciclo de vida de produtos e sua reciclagem como parte fundamental de gestão corporativa é um passo rumo ao desenvolvimento sustentável. Enxergar a sustentabilidade é ter a chave do futuro e sucesso nos negócios e conseqüentemente alcançar melhores níveis de crescimento, valorização e rentabilidade, trazendo assim vantagem competitiva às empresas.

A vantagem competitiva da cadeia de suprimentos relacionada com a Ecologia nos remete a redução de custos, a estocagem e da eliminação de desperdícios.Para que tal funcione, a contento, deve haver uma sinergia entre empresas, parceiros, fornecedores, clientes e administradores.E é na prática, na competência que empresa mostrarão suas habilidades em integrar o trabalho, o consumo, o reaproveitamento com o lucro e a preservação do meio ambiente.

Número do desperdício de lixo reciclagem no Brasil

Os recursos perdidos nos aterros, lixões e terrenos baldios do Brasil são impressionantes. Veja alguns dados:

A cada cem toneladas de plástico reciclado economiza-se uma tonelada de petróleo.

A incineração de 10 mil toneladas de lixo cria um emprego. O aterramento dessa mesma quantidade de entulho gera seis novas ocupações. A reciclagem pode proporcionar ocupação para cerca de 40 pessoas.

Uma tonelada de papel reciclado economiza 10 mil litros de água e evita o corte de 17 árvores.

A produção de vidro pela reciclagem reduz em 20% a poluição do ar e em 50% a da água usada nessa atividade

Características do PVC para Reciclagem

O PVC é o único material plástico que não é 100% originário do petróleo. Contém, em peso, 57% de cloro (derivado do cloreto de sódio – sal de cozinha) e 43% de eteno (derivado do petróleo). É uma resina que se destaca por ser versátil, flexível, impermeável, resistente e 100% reciclável. Suas principais características são:

  • Leve (1,4 g/cm3), o que facilita seu manuseio e aplicação;
  • Resistente à ação de fungos, bactérias, insetos e roedores;
  • Resistente à maioria dos reagentes químicos;
  • Bom isolante térmico, elétrico e acústico;
  • Sólido e resistente a choques;
  • Impermeável a gases e líquidos;
  • Resistente às intempéries (sol, chuva, vento e maresia);
  • Durável: sua vida útil em construções é superior a 50 anos;
  • Não propaga chamas: é auto-extinguível;
  • Versátil e ambientalmente correto;
  • Reciclável e reciclado;
  • Fabricado com baixo consumo de energia

Como gerenciar os resíduos do PVC

Dar importância à questão do gerenciamento do resíduo de PVC é um dos pontos que cada empresa recicladora de plástico deve buscar o seu próprio modelo. Deve também levar sempre em consideração que todas as operações envolvidas na atividade, quais sejam, coleta, armazenamento, transporte, beneficiamento e o eventual tratamento dos resíduos gerados durante o próprio processo de reciclagem estão interligados, assim como os recursos humanos e o local onde se estabelece a unidade de reciclagem. A não observância desse fatores leva ao aumento de custos, com conseqüente ineficiência operacional, inviabilizando economicamente o empreendimento.

Como o PVC é fabricado

A partir do sal marinho, pelo processo de eletrólise, obtém-se o cloro, soda cáustica e hidrogênio. A eletrólise é a reação química resultante da passagem de uma corrente elétrica por água salgada (salmoura). Assim se dá a obtenção do cloro, que representa 57% da resina de PVC produzida.

O petróleo, que representa apenas 43% desta resina, passa por um caminho um pouco mais longo. O primeiro passo é uma destilação do óleo cru, obtendo-se aí a nafta leve. Esta passa, então, pelo processo de craqueamento catalítico (quebra de moléculas grandes em moléculas menores com a ação de catalisadores para aceleração do processo), gerando-se o eteno. Tanto o cloro quanto o eteno estão na fase gasosa e reagem produzindo o DCE (dicloro etano).

A reciclagem do PVC – Policloreto de Vinila

O PVC (Policloreto de Vinila) contém, em peso, 57% de cloro (derivado do cloreto de sódio – sal de cozinha) e 43% de eteno (derivado do petróleo).

A reciclagem do PVC (Policloreto de Vinila), acontece desde o começo de sua produção, mas foi impulsionada de forma mais organizada por movimentos ecológicos dos países desenvolvidos, que visavam à atenuação do impacto ambiental causado por sua lenta decomposição natural.

As aplicações do PVC reciclado envolvem utilização na camada central de tubos de esgoto, em reforços para calçados, juntas de dilatação para concreto, perfis, cones de sinalização, etc. No mercado brasileiro, os produtos obtidos com PVC reciclado incluem eletrodutos, solados, laminados flexíveis, mangueiras para jardim, estrados, pisos dentre outros produtos.

Sendo assim, a redução de problemas ambientais e de custos, além da redução de problemas de saúde, são benefícios que as indústrias podem obter com a reciclagem do PVC.

Materiais lucrativos que podem ser reciclados do lixo

Existem muitos materiais que podem ser reciclados e aproveitados do lixo. Alguns destes materiais tem valor comercial muito elevado e se destacam dos demais. Veja um exemplo de materiais que poderiamos encontrar em um prédio residencial com apenas 20 apartamentos. Vamos apresentar alguns deles:

Cobre: o cobre é um dos materiais mais caros. Este material esta presente em fios, no motor de ventiladores, entre outros materiais eletrônicos. Se por exemplo, num prédio com 20 apartamentos, num mês cada um produzir 100 gramas de cobre, a receita será de R$ 7,80;

Metal: o metal esta presente em torneiras, misturadores, bidês. Muitas pessoas trocam suas torneiras e jogam fora este material sem se dar conta o seu valor;

Papel: seu valor por quilo é muito baixo, mas é um dos materiais que mais jogamos fora. Está em caixas, jornais, revistas e produz uma grande quantidade por mês. Por exemplo, se dos 20 apartamentos de um prédio qualquer, 10 receberem jornal diariamente, 5 compraram algum eletrodoméstico, 4 assinam alguma revista, já dá uns 60 quilos de papel que dará uma receita de R$ 15,00;

Plástico: no mundo de hoje o consumo de refrigerantes, águas, óleos em garrafas pet é grande e com toda certeza de 20 famílias, todas elas produzem este tipo de lixo que acaba gerando mais receita;

Ferro, sucata: é praticamente tudo. Gera receita suficiente mesmo sendo seu valor tão baixo;

Vidro: também é bastante produzido, desde de garrafas de cerveja a garrafas de vinho;

Alumínio: é o xodó da reciclagem. O Brasil é um dos países que mais reciclam este material no mundo. Seu valor é baseado no dólar. Num prédio de 20 apartamentos são produzidos mais de 10 quilos deste material gerando aproximadamente uma receita de R$ 25,00 mensais.

Normas ISO 14000 e a reciclagem de lixo

A norma ISO 14001 é baseada no “sistemas de gestão ambiental”. A ISO 14001 é o documento base, onde estão prescritas a estrutura e exigências mínimas de um sistema de gestão ambiental. Constitui um fundamento para a organização e manutenção, para a auditoria e certificação deste sistema.

Num segundo documento, ISO 14004. “Sistemas de gestão ambiental – Diretrizes gerais de princípios, sistemas e suporte técnico”, a norma 14001 é explicita com textos e exemplos.

A norma ISO 14001 é complementada, de um lado, por dois instrumentos de avaliação e auditoria e, por dois instrumentos de apoio orientados para o produto:

Para a revisão do sistema de gestão ambiental surgiram cinco guias de auditoria ambiental: ISO 14010, 14011, 14012, 14015, e 19011.

As avaliações de desempenho ambientais e abordadas nos guiam: ISO 14031 e 14032.

Para a análise do ciclo de vida (balanço ecológico do produto) foram elaborados sete documentos: ISO 14040 a 14049.

Para a rotulagem ambiental de produto estão sendo preparados quatro documentos: ISO 14020 a 14025.

Além destes, foram elaborados dois outros conjuntos de documentos:

Uma terminologia unificada e com definições comuns: ISO 14050.

A consideração da importância ambiental em normas de produtos: ISO Guide 64 e 14061 e 14062